Meia entrada para curiosos

Em 1998, com meus 15 anos, vi um lambe-lambe anunciando o show do Savatage no velho Imperator, no Rio de Janeiro. Não conhecia muito da banda, mas sabia de sua importância pelas páginas da Brigade, revista que devorava do começo ao fim todos os meses. Os shows eram escassos nesta época. Havia um sentimento que aquilo era imperdível, raro.  Não importava se não era exatamente a sua banda favorita, um show de heavy metal era um evento que não se podia perder. Resolvi ir ao show. Com toda minha ignorância no assunto, comprei o “Gutter Ballet” para me familiarizar com o som da banda e ir mais preparado para o espetáculo da turnê do “Wake of Magellan”. Ao menos reconheci a faixa título, “Temptation Revelation/When the Crowds are Gone” e a outro “Silk and Steel”, tocada no PA após o bis. Este foi, até hoje, um dos melhores shows da minha vida. Eu estava lá por acaso, apenas por curiosidade. Quando o Savatage voltou ao Brasil 6 meses depois para se apresentar no Monsters of Rock, o “Gutter Ballet” já tinha ganhado a companhia de toda a discografia da banda na minha estante de CDs. E lá fui eu, de excursão, para São Paulo ver o Savatage mais uma vez. Alguns anos depois me mudei para a região de Fort Lauderdale, na Flórida. No começo dos anos 2000 o power metal (estilo que muito ouvia na época) não era tão popular nos EUA e as turnês do estilo eram praticamente inexistentes. Os ingressos para shows underground eram incrivelmente baratos e comecei a ir em tudo e qualquer show que...