Livro: Kiss and Sell

Na Overload existe uma relação de amor e ódio com o Kiss. Eu sou da parte do amor, e durante uma época comprava qualquer coisa com a marca da banda. Uma das melhores aquisições, em meio a um monte de besteira, foi o livro “Kiss and Sell – The Making of a Supergroup”. O autor, C. K. Lendt, trabalhou durante 12 anos na empresa que gerenciava os negócios do Kiss. Em outras palavras, cuidava da grana. Em 1976, recém formado, o cara estava em seu primeiro emprego e com uma importante missão: estar em todas turnês e ser o elo de ligação entre seus chefes e uma das maiores bandas do mundo, então no auge da carreira. Ao longo de 345 páginas, partes importantes da história do Kiss são muitas vezes contadas por um ângulo inédito – quase sempre menos glorioso do que as versões originais. Mesmo assim não faltam celebridades, festas, brigas, sexo, drogas e rock and roll. Da hora. Alguns fãs criticam os excessivos detalhes na narração de algumas passagens. O autor cita diálogos, nomes de restaurantes e roupas dos personagens como se fosse algo acontecido na semana passada e não nos loucos anos dourados do Kiss. Não acredite nessa galera: os detalhes ajudam a temperar a história e a recriar os fatos. Mas que rolava um diário com anotações, isso é certeza. Há um capítulo inteiro dedicado aos shows no Brasil em 1983, que mais poderia ser o roteiro de filme. Um exemplo: alguns meses antes da turnê, você vai a este país misterioso negociar um acordo e fechar contrato, mas ao chegar já existem outdoors nas ruas anunciando os shows. Daí pra frente é uma...

Música, mercado, arte – vale até beisebol

Depois de trabalhar o dia todo em um show, a adrenalina não permite dormir logo em seguida. Por isso, normalmente nos reunimos em quartos de hotel ou na casa de algum amigo, munidos de sobras de camarim – salgadinhos, frutas e o líquido chamado cerveja. Até pegar no sono, são duas horas de temas diversos. A pauta começa com o cronograma do dia seguinte e daí segue para música, vida, trabalho e sempre, eu disse sempre, inclui esporte. Além do chororô habitual (os times da casa são Lusa e Botafogo), vale falar de futebol americano, beisebol e afins. Quase uma ESPN. Quando planejamos este novo site da Overload, junto veio a ideia de criar um blog para debater os mesmos assuntos, agora em outro lugar. Vamos postar conforme sentirmos a necessidade de dizer algo, por isso não teremos periodicidade definida. A música é nosso trabalho e hobby ao mesmo tempo, uma ótima combinação (eu recomendo). Mas curtimos várias outras coisas, e alguém já disse que variedade é o tempero da vida. Volte sempre e fique à vontade para interagir através dos...